A bateria de chumbo-ácido nasceu em 1859 e a ideia continua debaixo do capô
O francês Gaston Planté criou a primeira bateria recarregável com chumbo e ácido sulfúrico, e o princípio é o mesmo que dá partida nos carros até hoje.
Em 1859, a melhor pilha disponível era a de Daniell. Ela entregava pouco mais de 1 volt e tinha um limite: a reação química não tinha volta. Foi nesse cenário que o físico francês Gaston Planté, nascido em Orthez em 1834, apresentou uma ideia nova: uma bateria que podia ser recarregada.
A receita era enxuta. Dois eletrodos, um de chumbo e outro de dióxido de chumbo, separados por uma tira de borracha e mergulhados em ácido sulfúrico. Cada célula rendia cerca de 2 volts. O pulo do gato estava na química reversível: bastava aplicar uma corrente de fora, no sentido contrário, para a bateria voltar a ficar carregada.
No ano seguinte, em 1860, Planté levou à Academia de Ciências da França um conjunto de nove células ligadas entre si. Estava criada a primeira bateria secundária, nome técnico das recarregáveis.
Quero anunciarO modelo original era bom para descargas curtas e fortes. Em 1881, outro francês, o engenheiro Camille Faure, deu o passo seguinte ao espalhar uma pasta de chumbo sobre grades metálicas. As placas ficaram porosas, com mais área de contato, e esse desenho foi parar na bateria de partida dos automóveis.
A conta dos 12 volts vem daí. Uma bateria automotiva comum reúne seis células de cerca de 2 volts cada.
Planté tinha outros interesses além da eletricidade. Antes da bateria, ainda como assistente em Paris, encontrou perto da cidade os fósseis de uma ave pré-histórica que não voava. Mas foi a invenção de 1859 que atravessou o tempo: o mesmo princípio segue em uso em carros, em sistemas de reserva de energia e no armazenamento de energia solar.
Fonte original: National MagLab.
Produzido com auxílio de IA a partir da fonte oficial. Como fazemos