Em Oxford, um sino toca desde 1840 alimentado pelas mesmas pilhas
A Pilha Seca de Clarendon, guardada no laboratório de física da Universidade de Oxford, já fez seus sininhos soarem cerca de 10 bilhões de vezes.
Numa vitrine perto da entrada do Laboratório Clarendon, na Universidade de Oxford, uma bolinha de metal de uns 4 milímetros balança sem parar entre dois sininhos. Faz isso desde 1840, pelo que diz a etiqueta escrita à mão por quem comprou o aparelho.
O comprador foi Robert Walker, professor de física em Oxford de 1839 a 1865. O conjunto ficou conhecido como Pilha Seca de Clarendon. Uma anotação posterior sugere que ele pode ter sido construído uns 15 anos antes da data da etiqueta.
O funcionamento é simples de ver e difícil de imaginar durando tanto. São duas pilhas secas ligadas em série, cobertas por uma camada isolante de enxofre. A ponta de baixo de cada uma está ligada a um sino. A bolinha é atraída por um deles, encosta, leva um pouco de carga para o outro, e assim vai e volta cerca de duas vezes por segundo.
Revendedores, instaladores e distribuidores do Brasil todoQuero anunciarPelas contas da universidade, os sinos já soaram por volta de 10 bilhões de vezes. A própria instituição avisa que não se trata de moto-perpétuo, como alguns relatos já disseram por engano.
Do que as pilhas são feitas por dentro, ninguém confirmou. Pela comparação com aparelhos parecidos da época, como as pilhas de Zamboni, o mais provável é que sejam camadas alternadas de folha de metal e papel coberto com dióxido de manganês.
O Guinness registra o conjunto como a bateria mais durável do mundo. Quem visita o laboratório consegue ver a bolinha em movimento, mas não escuta nada: o som dos sinos é abafado.
Fonte original: Universidade de Oxford.
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