Troca de bateria fora da Terra: a Estação Espacial levou quatro anos para renovar as suas
Entre 2017 e 2021, astronautas substituíram 48 baterias de níquel-hidrogênio da Estação Espacial Internacional por 24 de íons de lítio, em caminhadas espaciais.
Trocar bateria costuma ser serviço de minutos. Na Estação Espacial Internacional, levou quatro anos e exigiu mais de uma dezena de caminhadas espaciais.
A estação tira sua eletricidade de painéis solares. Só que ela passa parte de cada volta ao redor da Terra na sombra do planeta, sem sol. É aí que entram as baterias: carregam enquanto os painéis estão iluminados e sustentam a estação durante o período de eclipse.
Por muitos anos esse trabalho foi feito por 48 baterias de níquel-hidrogênio. Em 2010, o programa da estação começou a desenvolver substitutas de íons de lítio, mais leves, menores e com maior capacidade. A conta ficou simples: 24 baterias novas, acompanhadas de placas adaptadoras, assumiram o lugar das 48 antigas.
Revendedores, instaladores e distribuidores do Brasil todoQuero anunciarA primeira caminhada espacial da troca aconteceu em 6 de janeiro de 2017, com os astronautas Shane Kimbrough e Peggy Whitson, e durou seis horas e 32 minutos. A estação tem oito canais de energia, e o serviço foi avançando canal por canal. Um dos lotes de baterias novas chegou em uma nave de carga japonesa.
As saídas seguiam um roteiro parecido. Os astronautas soltavam a bateria antiga, levavam a nova até o lugar, encaixavam a placa adaptadora e refaziam as conexões elétricas. As peças aposentadas iam para uma plataforma externa, à espera do descarte.
O ponto final veio em 1º de fevereiro de 2021, quando Mike Hopkins e Victor Glover concluíram a tarefa, em uma caminhada de cinco horas e 20 minutos. Para quem acha apertado o cofre do motor de alguns carros, vale lembrar: lá em cima o serviço é feito de traje espacial, do lado de fora da estação.
Fonte original: NASA.
Produzido com auxílio de IA a partir da fonte oficial. Como fazemos