Bateria no chão de concreto descarrega? O mito que já foi verdade
A regra de nunca deixar a bateria no chão vem do tempo das caixas de madeira e borracha; hoje, o que descarrega uma bateria guardada é calor, sujeira e tempo.
Tem conselho que passa de pai para filho dentro da oficina: nunca deixe a bateria direto no chão de concreto, senão ela descarrega. Coloca uma tábua, um papelão, qualquer coisa. A fabricante Odyssey, do grupo EnerSys, e o Escritório de Ciência e Sociedade da Universidade McGill, no Canadá, explicam que esse conselho já fez sentido. Só que faz tempo.
Há cerca de cem anos, as baterias tinham caixa de madeira e células de vidro. No chão úmido, a madeira inchava e podia quebrar as células. Depois vieram as caixas de borracha dura, que rachavam com o tempo e, em contato com concreto molhado, permitiam uma fuga de corrente. Nessa época, a tábua embaixo era uma precaução de verdade.
As caixas de hoje são de plástico, como polipropileno ou policarbonato. Elas não absorvem umidade nem se degradam como a borracha antiga. Pode apoiar no concreto sem medo, diz a Odyssey. A McGill vai além e lembra que o piso frio pode até ajudar a dissipar calor.
Revendedores, instaladores e distribuidores do Brasil todoQuero anunciarO que descarrega uma bateria guardada é outra coisa. Toda bateria perde carga sozinha por reações internas, e o calor acelera esse processo: a Odyssey cita que a 35 graus a autodescarga anda cerca de duas vezes mais rápido do que a 24 graus. Sujeira acumulada na tampa também pode criar um caminho entre os polos e drenar carga aos poucos. E a idade da bateria pesa.
A receita para guardar bem, então, não tem tábua. Limpe os terminais e a tampa, deixe tudo seco, escolha o lugar mais fresco do estoque e siga a orientação do fabricante. O concreto, coitado, nunca teve culpa.
Fonte original: ODYSSEY Battery (EnerSys).
Produzido com auxílio de IA a partir da fonte oficial. Como fazemos