Unicamp cria bateria de fluxo com chumbo dissolvido para guardar energia solar e eólica
Protótipo cilíndrico da FEEC usa eletrodos de grafite e eletrólito à base de água, completou 400 ciclos em laboratório e teve pedido de patente depositado no INPI.
Pesquisadores da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC) da Unicamp desenvolveram uma bateria de fluxo voltada ao armazenamento de energia solar e eólica. A tecnologia nasceu no doutorado do engenheiro João Pedro Aguiar dos Santos, orientado por César Pagan e coorientado por Hudson Zanin, e foi divulgada pela Inova Unicamp em 28 de setembro.
Em vez de placas empilhadas, o projeto usa um formato cilíndrico, com dois eletrodos em anel, um dentro do outro. Cada célula é selada individualmente e pode ser ligada em série, o que reduz o risco de vazamento. Uma pequena turbina interna faz o eletrólito circular, sem mangueiras nem bombas externas.
Os eletrodos são de grafite, e o chumbo fica dissolvido no eletrólito, que usa ácido metanossulfônico no lugar do ácido sulfúrico. Por ser à base de água, o eletrólito não é inflamável. Nos testes de laboratório, a versão com chumbo completou 400 ciclos sem aditivos, com eficiência de carga de 98% e eficiência energética de cerca de 82%.
Revendedores, instaladores e distribuidores do Brasil todoQuero anunciarA aplicação prevista são sistemas grandes, em contêineres, ligados a usinas solares e eólicas. A bateria não foi pensada para carros, ônibus ou caminhões. A reportagem lembra que a cadeia de reciclagem do chumbo no Brasil já é estruturada.
O pedido de patente foi depositado no INPI, e a tecnologia ainda precisa ser licenciada por empresas para chegar ao mercado.
Fonte original: Inova Unicamp.
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